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Historia do Café

Por Leonardo Miranda.

Artigo desenvolvido em 2006.


O Cafeeiro (Coffea Arábica L.) pertence a família Rubiaceae, é uma planta tropical de altitude, adaptada a clima úmido, de temperaturas amenas,condição que prevalece nos altiplanos da Etiópia, antiga Absínia(África), região considerada como de origem do café. Estima-se que o café seja conhecido há mais de mil anos no Oriente médio, especialmente na região de Kafa(daí seu nome "café"). Mas o primeiro registro comprovado da existência da planta é do século XV (por volta do ano 1400 d.c.). Nessa época, o café foi descoberto por pastores etíopes. A passagem do café da Europa para a América ocorreu naturalmente, em questão de pouco tempo. Primeiramente, os holandeses trouxesseram sementes e mudas para suas colônias no novo continente, para aproveitar o clima, bastante aproriado para o cultivo. O café começou, dessa forma, a florescer na América. Mas, seguindo um velho costume que vinha desde a época dos turcos, não se vendia café em grão para que não fosse plantado.Exatamente por isso a planta demorou para ser cultivada no Brasil. O café foi introduzido no Brasil no início do século XVIII e, já na quarta década do século XIX, superou o açúcar como os mais importante produto de exportação brasileiro, caracterizando um dos principais ciclos econômicos da história do Brasil: o ciclo do café. Nessa época, o café também chegou à Indonésia, ao Ceilão( atual Sri Lanka) e à India para, mais tarde, invadir outros países asiáticos como Tailândia, China e as Filipinas. Nas Américas, alcançou ainda o México, sendo o Paraguai, aparentemente, o último país a cultivá-lo na América do Sul. O café é produzido e exportado por mais de 50 países em desenvolvimento mais a maior parte dos consumidores são países industrializados como USA e países europeus e mais recentemente o Japão. Globalmente, o café é o segundo produto mais comercializado e, em consequência,é de vital importância para o balanço comercial entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Portanto, o produto representa para estes últimos países, uma importante fonte financeira para pagar suas exportações de bens de consumo. Com exceção do Brasil, o consumo doméstico dos países produtores é muito reduzido, pois a maior parte da produção é destinada basicamente à exportação. Na atualidade, o café é considerado uma das bebidas mais populares do mundo e proporciona uma renda média de 8 bilhões de dolares ao ano aos países produtores. A cafeicultura e as atividades correlatas constituem a principal fonte de emprego em todos os países produtores. A Organização Internacional Café estima que a cafeicultura fornece empregos diretos, em tempo integral, paras 25 milhões de pessoas no mundo levando em consideração os serviços e atividades relacionadas com ( processamento, comercialização, torrefação e transporte) este número, incluindo os membros das famílias, sobe para 100 milhões de pessoas. No estado de São Paulo trabalham no agronegócio café aproximadamente 500 mil pessoas. A expansão da economia cafeeira, já em meados do século XIX, introduziu aos poucos, diversas modificações no Brasil, como a substituição da mão de obra escrava, já então ali considerados como anti-econômicos, pelo trabalho assalarido( através da imigração). Esse processo se intensificou após a libertação dos cativos, em 1888, quando chegaram ao país fortes contigentes de imigrantes. A modernização dos meios de transportes (com a construção de estradas de ferro), a expansão da rede bancária e do crédito agrícola, a modernização dos portos do Rio de Janeiro e de Santos e a dinamização das atividades comerciais.

Difusão


O uso do café foi ensinado aos europeus pelos orientais, e pode-se dizer que sua entrada na Europa deu-se no século XVII. O café é originário de Kaffa, na Abissínia, não obstante a classificação dada por Lineu, de “Coffeea Arabica”, que nos apresenta o café como proveniente do Yemen na Arábia. Os árabes foram os primeiros cultivadores do café e em vão procuraram guardar tal privilégio. O comércio do café na Europa em Veneza e Marselha. A França, que na época era a nação mais populosa da Europa, aumentou suas importações a partir de 1660. O primeiro Café da França foi instalado em 1672. Na Inglaterra o primeiro inaugurado em Londres, em meados do século XVII. Em Viena, a abertura do primeiro Café, em 1683, deve-se ao exército turco que derrotado deixou às portas da cidade uma grande quantidade de café. Em 1714, Luiz XIV, da França. Recebeu de presente um pé de café que foi cuidadosamente plantado na estufa Real. Alguns anos depois, o Jardineiro-Chefe de Versalles colhia algumas fibras de café-cereja, que eram secadas, torradas, preparadas e servidas pelo próprio Rei. Em 1723, Gabriel Mathieu Descleus obteve, das estufas reais, mudas de café que foram transportadas para a Ilha de São Domingos e alguns anos depois, de lá saiam boas sementes para as Antilhas Francesas. O controle do comércio passou então a ser exercido pela França, que o manteve até o fim do século. Eram os Cafés Parisienses freqüentados indistintamente por todas as classes sociais e em alguns, predominavam certos grupos, motivo pelo qual o café foi apontado como um dos responsáveis pela eclosão do movimento intelectual da França no século XVIII. Em 1720, Paris já contava com 380 Cafés e ao findar o século esse número alcançara a casa dos 900. Em meados do século XVIII, as Antilhas Francesas forneciam 2/3 do café consumido pela Europa porém, o massacre dos patrões e a queima dos cafezais pelos nativos revoltados de São Domingos, transferiram para Jawa a primazia da produção cafeeira, que manteve até 1825. Na Inglaterra, nos primeiros decênios do século XVIII, o uso do café era mais difundido que o do chá, situação que se foi alterando à medida que os ingleses foram verificando que a cultura do chá se desenvolvia melhor em suas Colônias. Em 1803, o então Ceilão foi incorporado ao Império Britânico e os Ingleses desenvolveram o plantio do café, já iniciado pelos Holandeses, e em decorrência deste desenvolvimento, temos, o ex-Ceilão (hoje Sri Lanka) como um dos principais países produtores de café. Em meados do século XVIII, o café estava sendo plantado na América, em especial, nas Antilhas francesas e na guiana Holandesa. Em 1727, o sargento-Mor Francisco de Melo Palheta, que foi em missão oficial às Guianas, trouxe para o Brasil algumas sementes e mudas de café, iniciando desse modo, em Belém do Pará, a sua cultura em nossa terra. Do Pará, o café foi levado para o Amazonas e Maranhão. Em 25 de Janeiro de 1731, a “Gazeta” de Lisboa publicou a seguinte notícia:”Nos últimos navios que chegaram do Maranhão, veio algum café que se descobriu no sertão daquele Estado, ainda de melhor qualidade que o do levante e se afirma que no sítio em que se colheu, havia carga para vinte navios”. Em 1767, O Jesuíta João Daniel assentou a existência de muitos cafezais no Amazonas, cujas produções (muitas mil arrobas) eram exportadas para a Europa. O café foi levado para o Rio de Janeiro pelo desembargador João Alberto Castelo Branco em 1770 e as primeiras plantações foram ali feitas, na cerca do Hospício dos padres, na rua dos Bourbons, e na quinta do Holandês João Hoppmann. Ao que tudo indica, os instauradores da cultura e os responsáveis pelo desenvolvimento dos dois principais pontos de irradiação do café na província do Rio de Janeiro, foram o padre Antonio Lopes da Fonseca, que iniciou considerável plantio no Sítio Medanha, em Campo Grande, e o Bispo do Rio de janeiro D. José Joaquim Justiniano, que distribuía sementes para os lados de Rezende e São Gonçalo. Um dos maiores incentivadores da cultura do café em nossa terra foi o Marquês do Lavradio, que em São João Marcos Isentou do serviço militar todo o lavrador que tivesse plantado um determinado número de cafeeiros. No início do século XIX, o café era plantado no Rio de janeiro em chácaras, sítios e quintais. Tratava-se de uma produção para consumo interno que, no entanto, serviu como base à aprendizagem da cultura, facilitando o seu desenvolvimento após nossa independência. Taunay, em sua “Programação da Cultura Cafeeira”, conta-nos que o próprio Rei D. João VI distribuía sementes de café aos membros de sua corte, com a finalidade de aumentar o plantio da rubiácea no Brasil. A partir de 1810, a cultura do café se desenvolveu de tal maneira que em 1826 a exportação brasileira (que no início do século era praticamente nula) já representava 20% da produção mundial. A partir de 1830, o Brasil ultrapassou Jawa, tornando-se o fornecedor de cerca de 40% do consumo mundial e transformando-se no maior produtor de café do mundo. O Estado do Rio, que era o maior produtor de café do Brasil, cedeu esta posição a São Paulo por volta de 1886, perdeu ainda para Minas Gerais e, em 1928, foi novamente deslocado, desta vez para o quarto lugar, passando o Estado do Espírito Santo para o terceiro. Os Estados Brasileiros que hoje produzem comercialmente o café são: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Rondônia.

Folclore Brasileiro


O café tornou-se popular no brasil, em princípios do século XIX, como veículo de encantos e bebida preferida para filtros amorosos. Coado na fralda da camisa da candidata, misturado com excretos humanos, tinha poderes irresistíveis; com propriedades de antidoto e antibáquicas, podia, sozinho, alimentar um homem durante dias de marcha ou trabalho.
Bebida dos escritores, fonte de inspiração e reconforto, venceu no brasil o chá, sinônimo popular de socorro terapêutico. Sua borra ou o próprio líquido, atirados em superfície plana e branca como as paredes caiadas, anunciava profecias e palpites para o jogo-do-bicho, conforme o desenho que a nódoa simulava. Na zona cafeeira nasceu um rico folclore em torno do café, através de cantigas, sátiras e superstições.

Bibliografia
Grande Enciclopédia Delta Larousse. Rio de Janeiro, Editora Delta S.A., 1975. v.3, p.1189.

 

Origem lendária

São inúmeras as lendas sobre o aparecimento do costume de beber café. A mais conhecida e mais plausível delas é a que nos conta que em meados do século XV, um pastor da Etiópia, chamado Kaldi, notando que as cabras ao ingerirem os frutos de certo arbusto se tornavam mais vivas e adquiriram mais disposição, resolveu fazer uma infusão com os tais frutos e experimenta-la. Achando que seu estado de espírito e sua disposição física melhorara, continuou a beber a infusão e passou a propagá-la. Daí em diante, foi-se difundindo o uso de beber a infusão preparada com frutos do cafeeiro.

O café serviu como alimento às populações nômades da África, que esmagavam os frutos do cafeeiro, acrescentavam-lhes gordura e davam a esta mistura uma forma esférica, mais ou menos do tamanho de uma bola de bilhar. Ainda hoje certas tribos africanas alimentam-se daquela maneira. Com a fermentação da casca da polpa do café obtinha-se uma espécie de vinho que era muito apreciada.

Era costume também fazer uma espécie de chá, acrescentando-se água fervente às cascas secas. Só mais tarde é que iria se tornar freqüente o uso das sementes para fazer decocção, as quais usadas inteiras, posteriormente tornou-se hábito tritura-las em pilões. O uso de moinhos é bastante recente. A palavra café, deriva-se do árabe Kahwah, cujo significado primitivo era “força” e através do vocábulo turco kahweh, veio até nossa era. Os povos que adotaram a bebida, foram adaptando o vocábulo às suas pronúncias, mas conservando sempre uma forma semelhante à original, como poderemos constatar pelos seguintes exemplos:
Em Latim – Coffea; Em Inglês – Coffee; Em Alemão – Kaffee; Em Italiano – Caffee; Em Russo – Kophe; Em Francês – Cafe; Em Espanhol – Cafe. A derivação da palavra café do nome da cidade de Kaffa, na Abissínia, é considerada uma fantasia.

 

Aptidão climática para o Cafeeiro


Para um bom desenvolvimento e para atingir altas produtividades e ter qualidade o café necessita de condições climáticas adequadas.
Fatores climáticos que influenciam os cafeeiros: temperatura, umidade, vento e luminosidade.
• Para o Café Arábica, as temperaturas médias anuais consideradas mais favoráveis para a sua exploração comercial, estão comprendidas entre 18 e 23ºC, com faixa adequada entre os 19 e 22ºC.
• Em relação ao regime hídrico o café arábica tem como áreas aptas deficiências hídricas (<150mm), áreas marginais(150-200mm) e áreas inaptas(>200mm).
• Para o Café Robusta, as temperaturas médias anuais consideradas mais favoráveis, estão compreendidas entre 22 e 26ºC regiões aptas, regiões marginais 21-22ºC.
• Regime hídrico tem como áreas aptas deficiências hídricas(<200mm), áreas marginais (200-400mm) e áreas inaptas (>400mm).
Vento:
Evitar plantar cafeeiros em terrenos de chapadas ou, então, áreas localizadas em faces voltadas para o sul e o sudeste.



REGIÕES

Região do Sul de Minas

Região dos Cerrados de Minas

Região das Montanhas de Minas

região do Jequitinhonha de Minas

Sul de Minas, Sudoeste de Minas, Campo das Vertentes

Alto Paranaíba, Triangulo Mineiro, Noroeste de Minas, Alto São Francisco

Zona da Mata, Rio Doce

Capelinha, Vale do Mucuri, Vale do Jequinhonha

Cultivares

Linhagens

Catuaí Vermelho

MG-44
MG-99
MG-144
MG-81 (*)
MG-15

MG-44
MG-99
MG-15

MG-44
MG-99
MG-15

MG-44
MG-99

Catuaí Amarelo

MG-47
MG-62

MG-17
MG-47
MG-62

MG-47
MG-62

MG-47
MG-62

Mundo Novo

MG-379-19
MG-376-4
MG-388-17
MG-500
MG-502
MG-474-19(Acaiá)

MG-379-19
MG-376-4
MG-480-1
MG-388-17
MG-474-19(Acaiá)

MG-379-19
MG-376-4
MG-515-3
MG-464-18

MG-379-19
MG-376-4

Icatu Vermelho

MG-2942

MG-2942

(**)

(**)

Icatu Amarelo

MG-2944
MG-3282(***)

MG-2944
MG-3282(***)

MG-2944

(**)

Rubi

MG-1190 e 1192

MG-1192

(**)

(**)

(*) Recomendado apenas ao Sudoeste de Minas
(**) Sem resultados da pesquisa para recomendação segura.
(***) Maturação precoce. Deve ser colhido logo que os frutos estiverem maduros.
É mais indicado para plantios com menores espaçamentos.



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