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3.3. Perigos da agricultura convencional(Artigo Completo).
Tatiana Regina Sandy Reis

É sabido que a produção convencional de alimentos é responsável pela contaminação de lençóis freáticos, rios e oceanos, diminui a fertilidade do solo, aumenta a dependência de energia petroquímica, que é não-renovável, e também leva a um círculo vicioso de dependência química de insumos e produtos tóxicos. Um grande perigo de alguns produtos é que eles se acumulam, desenvolvendo tumores que crescem lentamente, não sendo possível a imediata relação com os agentes causadores.
Pelo contrário, diante da quantidade atual de informações a favor de uma prática
agrícola ecológica, natural, orgânica ou biodinâmica, que oferecem produtos com potencial valor nutricional superior, que contém maior vitalidade, com propriedades organolépticas mais acentuadas e durabilidade mais prolongada, convém todo esforço estar orientado à implantação e transformação do ambiente num local sadio e onde sobretudo se tem presente a alma e o espírito. Segue uma descrição de efeitos adversos causados por alguns dos princípios ativos de produtos comumente utilizados em cultivos convencionais.
O glifosato, N-(fosfonometil) glicina, princípio ativo do round up®, ofertado sob
diversas marcas, é o produto que mais causa intoxicações no Brasil, apesar de ser neste país classificado como faixa verde. Mesmo tendo o marketing de que se trata de um produto seguro, estudos de laboratórios têm encontrado efeitos indesejáveis em praticamente todas as categorias de testes. Estes efeitos incluem irritação de pele e olhos, dor de cabeça, náusea, vômito, tontura, desmaios, lesões em glândulas salivares, inflamações gástricas, danos genéticos em células sanguíneas, transtornos reprodutivos, carcinogênese, palpitação cardíaca, alterações na pressão arterial, edema pulmonar, alergias, dor abdominal, perda de líquido gastrointestinal, destruição de glóbulos vermelhos no sangue e danos no sistema renal. A maioria dos produtos à base de glifosato possui um surfatante, o polioxietilenoamina
(POEA), produto mais tóxico que o glifosato e a combinação dos dois, mais tóxica
ainda. Este surfatante, presente no roundup®, apresenta-se contaminado com 1-4 dioxano, um agente causador de câncer em animais e potencialmente causador de danos ao fígado e aos rins de seres humanos.
Na decomposição do glifosato, surge o formaldeído, conhecida substância
potencialmente cancerígena. A combinação do glifosato com nitratos no solo ou em
combinação com a saliva, origina o N-nitroso glifosato, cuja composição também é
potencialmente cancerígena e para a qual não há um nível de exposição seguro. Além disso, há componentes inertes na composição de produtos comerciais à base de glifosato, como sulfato de amônio, benzisotiazolona, 3-iodo-2-propinilbutilcarbamato, isobutano, isopropilamina, entre outros, que também causam reações adversas. Outra grande preocupação que se tem em relação ao glifosato, é a toxicidade do seu metabólito, o ácido aminometilfosfônico (AMPA), que causou disfunção enzimática, redução de peso e mutações genéticas em animais.
O efeito do glifosato no organismo humano, segundo o Centro de Controle de
Intoxicação da Unicamp, é cumulativo e a intensidade da intoxicação depende do tempo de contato com o produto. Um estudo realizado na Suécia concluiu que há uma relação do contato prolongado com glifosato e o linfoma non-Hodgkin, outra forma de câncer; os pesquisadores alertam para o caso, considerando o aumento no consumo do herbicida a nível mundial. Esta expansão de consumo afeta não somente os agricultores, mas toda população, uma vez que a sua presença no meio ambiente, na água (mesmo subterrânea, fato que levou a Dinamarca a tomar medidas severas quanto à restrição ao seu uso) e nos alimentos aumenta seus efeitos. Ele tem sido encontrado em rios, após aplicações em lavouras, meio urbano e florestas. Também tem sido indicado como causador de redução da população de insetos benéficos, pássaros e pequenos mamíferos por destruir a vegetação
que lhes serve de alimento e abrigo. Em testes de laboratórios, o glifosato tem aumentado a susceptibilidade de plantas a doenças e reduzido o crescimento de bactérias fixadoras de nitrogênio. Além de tudo isso, os dessecantes, de maneira geral, causam um engrossamento das raízes das plantas não visadas pelo produto, dificultando a absorção de nutrientes do solo (PRIMAVESI, 2006).
Os produtos organoclorados, como o endossulfan, são derivados do petróleo e têm tido seu emprego progressivamente restringido ou mesmo proibido, por serem de lenta degradação, acumulando-se no meio ambiente e em seres vivos, podendo persistir por até 30 anos no solo, contaminando o ser humano através dos alimentos que ingere ou diretamente. Eles atuam sobre o sistema nervoso central, resultando em alterações do comportamento, distúrbios sensoriais, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e depressão dos centros vitais, particularmente da respiração. Além disso, apresentaram efeito cancerígeno em animais de laboratório.
O aldicarbe é um dos ingredientes ativos mais tóxicos encontrados entre os
defensivos agrícolas no mercado. Encontra-se registrado que uma dose oral de 0,26mg/kg de peso corpóreo em um voluntário humano, produziu intoxicação aguda. Este inseticida é absorvido pelo organismo pelas vias oral, respiratória e cutânea e é responsável pela morte de muitas de pessoas.
O princípio ativo carbofuran é responsável pela morte de milhares de pássaros
anualmente. É encontrado mesmo em água subterrânea e traz riscos à saúde de outros animais selvagens, animais domésticos e à saúde humana. É proibido na Alemanha e teve sua licença encerrada em 2006 nos Estados Unidos, devido à intervenção de órgão ambiental.
Além dos efeitos nocivos causados pelos produtos discriminados, os fertilizantes
químicos utilizados na agricultura convencional agravam os efeitos do aquecimento global, pois liberam óxido nitroso, que é 310 vezes mais eficaz que o dióxido de carbono para aquecer o planeta. Além disso, provocam a eutrofização das águas, tornando-a imprópria para consumo.
BIBLIOGRAFIA
ALONSO, R. CONSEMA aprova recomendações para melhorar o uso de agrotóxicos.
[S.L.: s.n.], 2002. Disponível em:
<http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/consema_120902.htm >. Acesso em: nov.
2006.
ANDRIOLI, A. I. O Round up, o câncer e crime do “colarinho verde”. Revista Espaço
Acadêmico, a.5, n.51, ago. 2005. Disponível em:
<http://www.espacoacademico.com.br/051/51andrioli.htm>. Acesso em: nov. 2006.
BRASIL em síntese. IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. [S.l.: s.n.],
2004. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br - AGROPECUÁRIA>. Acesso em: dez. 2006.
CAMPANILI, M. 15 dicas para cuidar do planeta. Revista época, n. 439, p. 58-75, out.
2006.
CURSO de Especialização em Agricultura Biológico-Dinâmica. Botucatu: Instituto Elo de
Economia Associativa, [20-?]. 2 CD-ROM.
CRUZ, M. J.; Braz, R. A eutrofização dos sistemas aquáticos. Disponível em:
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2499&iLingua=1>. Acesso
em: ago. 2007.
ECHEVENGUÁ, A. C. Cultivo de soja transgênica usa herbicida altamente tóxico. [S.l.:
s.n.], 2003. Disponível em:
<http://www.portalverde.com.br/ecologia/transgenicos/herbicida_sojatrans.htm
>. Acesso em: nov. 2006.
GLIFOSATO: herbicida, mas não só. [S.l.]: Health Latin America, 2000. Disponível em:
<http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3901&ReturnCatID=17
73>. Acesso em: nov. 2006.
GONZAGA, A. Qual é a dos orgânicos? Superinteressante. [S.l.], edição 232, p. 90-5, nov.
2006.
LAZZARINI, M. À ANVISA: Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (carta). São Paulo:Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, 2003. 10 p.
Disponível em: <http://www.idec.org.br/files/idec_glifosato.doc>. Acesso em: dez. 2006.
LIMA, R.K. Chumbinho: o inseticida que mata gente. [S.l.: s.n, 19-?]. Disponível em
<http://www.policiacivil.rj.gov.br/Acadepol/ceap/artigos/artigo01.htm>. Acesso em: dez.
2006.
NOGUEIRA, S. Vale por um bifinho? Criação de gado e agricultura respondem por 25% do
Curso de Ciências Eco-Espirituais
3
Associação Ipê
efeito estufa. Revista Superinteressante, edição 237, p. 34, mar. 2007.
PRIMAVESI, A. In: Encontro do Setor Solo e Água. Carmo da Cachoeira (Fazenda
Figueira), Abr. 2005. 3 CD.
PRIMAVESI, A. In: Visita à Fazenda São Geraldo. Três Corações, Abr. 2006.
REDFIELD, J. A profecia celestina. Rio de Janeiro: Objetiva, 1993. 289 p.
REIS, T.R.S. Projeto Ipê-Biodinâmico. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso
(Especialização em Agricultura Biodinâmica). Instituto Elo e Uniube, Botucatu.
STEINER, R. Fundamentos da agricultura biodinâmica: vida nova para a terra. 3.ed.
São Paulo: Antroposófica, 2001. 235 p.
http://de.wikipedia.org/wiki/Carbofuran (12/11/2007).
http://www.nabu.de/imperia/md/content/nabude/bvv2006/7.pdf (12/11/2007).
Curso de Ciências Eco-Espirituais

 

INFORMATIVO AGROECOLÓGICO


Orgânicos podem alimentar o Mundo !!


Seguem textos para auxiliar na implantação do Paradigma Orgânico.


Um novo estudo da Universidade de Michigan indica que a agricultura orgânica é mais produtiva que a agricultura industrial química. Pesquisadores mostram exemplos de estudos prévios que corroboram o fato que a
agricultura orgânica é melhor que a convencional, mas assinalam que estudos financiados por produtores químicos nublaram o entendimento do público sobre o assunto.
O agronegócio corporativo passou décadas repetindo o mantra que a agricultura química intensiva é necessária para alimentar o mundo. Mas de acordo com a pesquisa “estimativas indicam que os métodos orgânicos podem produzir alimento suficiente para sustentar a atual população humana, e potencialmente até uma maior população, sem aumento da área agricultável.”
Fonte: http://www.ecoalimenta.com/es/viewer.php?IDN=597 (11/07/2007).


Documento da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) promove a Agricultura Orgânica:


- O traço principal da agricultura orgânica é que se baseia em recursos produtivos presentes em nível local e não dependem de combustíveis fósseis. Além disso, por trabalhar com processos naturais, aumenta a rentabilidade e a resistência dos ecossistemas agrícolas às condições meteorológicas adversas.
- A FAO pede aos Governos que dediquem recursos à agricultura orgânica e a incluam em suas estratégias
nacionais de desenvolvimento e redução da pobreza.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI1590808-EI188,00.html (12/09/2007).


Perigos da agricultura convencional


É sabido que a produção convencional de alimentos é responsável pela contaminação de lençóis freáticos, rios e oceanos, diminui a fertilidade do solo, aumenta a dependência de energia petroquímica, que é não-renovável, e também leva a um círculo vicioso de dependência química de insumos e produtos tóxicos. Um
grande perigo de alguns produtos é que eles se acumulam, desenvolvendo tumores que crescem lentamente, não sendo possível a imediata relação com os agentes causadores.
O glifosato, N-(fosfonometil) glicina, princípio ativo do round up®, ofertado sob diversas marcas, é o produto que mais causa intoxicações no Brasil, apesar de ser classificado como faixa verde. Mesmo tendo o
marketing de que se trata de um produto seguro, estudos de laboratórios têm encontrado efeitos indesejáveis em praticamente todas as categorias de testes.
Estes efeitos incluem irritação de pele e olhos, dor de cabeça, náusea, vômito, tontura, desmaios, lesões
em glândulas salivares, inflamações gástricas, danos genéticos em células sanguíneas, transtornos reprodutivos,carcinogênese, palpitação cardíaca, alterações na pressão arterial, edema pulmonar, alergias, dor abdominal, perda de líquido gastrointestinal, destruição de glóbulos vermelhos no sangue e danos no sistema renal.
A combinação do glifosato com nitratos no solo ou em combinação com a saliva, origina o N-nitroso
glifosato, cuja composição também é potencialmente cancerígena e para a qual não há um nível de exposição
seguro.
O efeito do glifosato no organismo humano, segundo o Centro de Controle de Intoxicação da Unicamp, é
cumulativo e a intensidade da intoxicação depende do tempo de contato com o produto. O consumo afeta não
somente os agricultores, mas toda população, uma vez que a sua presença no meio ambiente, na água (mesmo
subterrânea, fato que levou a Dinamarca a tomar medidas severas quanto à restrição ao seu uso) e nos alimentos aumenta seus efeitos. Além de tudo isso, os dessecantes, de maneira geral, causam um engrossamento das raízes das plantas não visadas pelo produto, dificultando a absorção de nutrientes do solo (PRIMAVESI, 2006).
Os produtos organoclorados, como o endossulfan, são derivados do petróleo e têm tido seu emprego
progressivamente restringido ou mesmo proibido, por serem de lenta degradação, acumulando-se no meio
ambiente e em seres vivos, podendo persistir por até 30 anos no solo, contaminando o ser humano através dos
alimentos que ingere ou diretamente. Eles atuam sobre o sistema nervoso central, resultando em alterações do
comportamento, distúrbios sensoriais, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e depressão dos
centros vitais, particularmente da respiração.
O aldicarbe é um dos ingredientes ativos mais tóxicos encontrados entre os defensivos agrícolas no
mercado. Este inseticida é absorvido pelo organismo pelas vias oral, respiratória e cutânea e é responsável pela morte de muitas de pessoas.
O princípio ativo carbofuran é encontrado mesmo em água subterrânea e traz riscos à saúde de animais
selvagens, animais domésticos e à saúde humana. É proibido na Alemanha e teve sua licença encerrada em 2006 nos Estados Unidos, devido à intervenção de órgão ambiental.
Além dos efeitos nocivos causados pelos produtos discriminados, os fertilizantes químicos utilizados na
agricultura convencional agravam os efeitos do aquecimento global, pois liberam óxido nitroso, que é 310 vezes mais eficaz que o dióxido de carbono para aquecer o planeta. Além disso, provocam a eutrofização das águas, tornando-a imprópria para consumo.
Fonte: Apostila do Curso de Ciências Eco-Espirituais – Associação Ipê.


Reeducação Alimentar e Mudanças Climáticas


Quase a metade da massa de terra do planeta é utilizada como pastagem para gado e outras criações.
Aproximadamente 80% de todo o desmatamento e desaparecimento de florestas, no globo inteiro, deve-se à pecuária. No Brasil, as pastagens ocupam aproximadamente 250 milhões de hectares (cerca de 30% do país); deste total, cerca de 30% está na Amazônia - 75 milhões de hectares. Minas Gerais, a saber, possui 60 % de seu território coberto por pastagens para gado.
Além da questão dos desmatamentos, os dejetos dos animais contaminam rios, lagos e represas, os
bovinos compactam o solo, causando erosão, impedindo infiltração de água, além dos ruminantes lançarem
metano para a atmosfera, gás que responde por 16% das emissões do efeito estufa e que é aproximadamente 23 vezes mais perigoso para aquecer o planeta que o gás carbônico.
Entretanto, este quadro pode ser modificado com investimentos em pesquisas de fontes alternativas de
proteínas, conscientização dos produtores rurais quanto à diversificação das culturas em substituição às
pastagens e educação dos consumidores e indústrias para procurarem componentes alimentícios em substituição à carne, leite e derivados.
Cada um pode fazer a sua parte !!
Ipê
Rua Carajás, 115, B. Rezende, Varginha – MG, Cep 37062.240, Tel.: (35) 3222-3070
ipevga@gmail.com

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